sábado, janeiro 06, 2007

Ainda a tragédia em Nazaré...

Não preciso, também eu, de carregar outra vez na tecla sobre como foi conduzido o "salvamento". Contudo gostava de fazer notar, ainda que de memória e já um pouco fora do tempo, as declarações do "técnico da empresa especializada em operações como as de desencalhar embarcações do oceano" (mais ou menos a ideia da introdução da jornalista). Ora, após uma primeira tentativa frustrada, em que o cabo se partiu, desculpou-se este senhor com o estado do mar, pois o barco pesava x kgf e o cabo suportava, supostamente, y kgf, com y > x. Tivesse eu ligado a televisão no preciso momento desta afirmação e julgaria que estariam a tentar elevar o barco com uma grua, ou um qualquer helicóptero gigante. Mas não, pretendiam mesmo rebocá-lo.
Gostaria, então, de avisar o "técnico" que, mesmo que a embarcação não estivesse encalhada e que a areia se comportasse como uma superfície rígida, a força de atrito é directamente proporcional, mas não igual, ao peso, com a excepção da situação trivial de a constante de proporcionalidade ser 1.

quinta-feira, outubro 05, 2006

Barajas, os enjaulados...

Grécia I (com correcções)

Contexto: viagem de trabalho com dia e meio para passear; duas noites em Mati, uma pequena “cidade” junto à costa e duas noites em Atenas; pouco tempo para organizar a viagem (avisaram-me cinco dias antes de partir); um amigo diz que um dia é muito para ver Atenas, que é desorganizada e não tão desenvolvida como à partida pensava; outro (o grande João Rocha*) é da mesma opinião, diz que os gregos (mais velhos) não sabem falar inglês, sugere que vá ver o estádio olímpico e envolvente e que as gregas, para além de bonitas, são todas possuidoras de fruta generosa; o meu patrão afirma que os taxistas são loucos (onde é que eu já vi isto) e que se acelerarem muito é melhor pedir para parar, porque de certeza me estão a enganar.
Atiro-me de cabeça:
Cheguei a uma quarta-feira ao final de tarde (na Grécia são mais duas horas do que em Portugal). Da janela do avião vejo a paisagem seca típica Mediterrânica. O aeroporto é grande e bem organizado. Vou de encontro à zona dos autocarros e procuro informação nos placares, desisto quando vejo um balcão de informações. Neste um senhor aponta-me para o balcão seguinte quando pergunto por um autocarro para Mati. Na sequela Balcão Parte II uma grega nova muito simpática e bela, de olhos verdes esclarece-me, num inglês perfeito, que só há autocarro directo para Mati a partir do centro de Atenas e que o melhor seria ir aeroporto-Rafina e daqui para Mati de táxi. Lá descubro a paragem de autocarros com um grupo de lagostas à espera (com a sua boa disposição audível e as suas latas de cervejas). Quase uma hora depois estou sentado no autocarro, onde não há essas paneleirices de novo-riquismo de bilhetes com bandas magnéticas ou chips, é um simples recibo. Saímos ao som de música popular grega muito foleira e de discussões gregas. Estas últimas são perfeitamente imperceptíveis, mas ao mesmo tempo são sons familiares, não os estranho. Também aos gregos os acho familiares, fisicamente parecidos connosco. Esperava uma saída em grande, uma daquelas auto-estradas para inglês ver, mas não, quero dizer..., também as há (aeroporto-Atenas), mas para Rafina a estrada é, embora pior, semelhante à estrada nacional para o Algarve. Claro que me sentei à janela. Poucas árvores, tudo muito seco, eucaliptos e pinheiros mansos, vinhas muito baixas e desleixadas, toda a paisagem é bastante desleixada (déjà vu), casas inacabadas e pirosas, com uma construção similar à nossa, vêem-se muitos símbolos religiosos e à beira da estrada muitas pequenas empresas de materiais de construção e tascos (pois…). Era altura de eleições, provavelmente locais e a Síndrome de Proliferação de Posters Foleiros (SPPF) é epidémica. Sou despejado no porto de Rafina, onde espera um grande ferry-boat para fazer ligação com as ilhas (pena não ser para mim). Não existe qualquer informação e dirijo-me a um jovem grego a desfrutar o bom tempo (já me ia esquecendo de o mencionar) para perguntar por táxis, o qual muito simpaticamente me indicou o sítio. Ganhei coragem e lá entrei no Toyota Avensis com um taxista apanhado dos ditos, logo com grandes amizades e, claro, lá me gozou com o europeu. O tipo não sabia do hotel (Attica Beach), o que achei muito estranho (Mati dista 4 km de Rafina e tem apenas seis hotéis), então ainda demos umas voltas, mas fez-me um desconto por causa destas e a viagem ficou em 4 €. Final de tarde, calor, logo aproveitei para dar um mergulho (o meu único na Grécia). O hotel de 3 estrelas não é nada de especial, um pouco velho, mas é limpo e barato (não sou muito exigente). Há noite ainda dei uma volta pela terriola, 10 minutos chegaram para a ver e aos cães, que abundam e chateiam que se farta. O melhor é mesmo a costa, extremamente recortada, cheia de baías e enseadas com vista, do meu quarto, para o mar e ilhas.


To be continued...

* Está bom assim John?

segunda-feira, outubro 02, 2006

Efeméride do dia

Anita Ekberg fez hoje 75 anos


Via O Insurgente

Aos navegadores perdidos que gostam de ser enganados...

Este blog continua vivo.

sexta-feira, agosto 18, 2006

Coisas que me fascinam

Ontem descobri um bilhete da Queima das Fitas de Coimbra deste ano perdido numa gaveta da minha secretária. É um momento nostálgico e fito o bilhete tempo suficiente para notar os patrocinadores. Para além do já esperado alto patrocínio dos serviços de acção social da Universidade de Coimbra temos também a Sociedade Portuguesa de Autores...

domingo, julho 16, 2006

Estou a destilar...

Já fiz muito trabalho físico sob um sol abrasador: na agricultura, nas obras, etc.; mas experimentem fazer investigação ao lado de mais de 40 computadores, monitores, portáteis, carregadores, ups, you name it sem ar condicionado.

terça-feira, julho 04, 2006

A pedido de muitas famílias...

quinta-feira, junho 22, 2006

A vitimização não ajuda nada

segunda-feira, junho 12, 2006

Leitura mais que recomendada

quarta-feira, maio 31, 2006

Ah e tal temos de respeitar as opiniões dos outros

Devia haver leis que proibissem alguém de não gostar do carro em baixo.


...É claro que quem decidiria sobre leis como esta seria o je.

sexta-feira, maio 26, 2006

Já chateia...

Porra, de uma vez por todas:

1 hectare = 1 hectómetro x 1 hectómetro = 100 m x 100 m = 10.000 m2
1 billion (anglo-saxónico) = 1000 milhões em português
1 bilião (português) = 1.000.000.000.000 ("um milhão de milhões")

Já agora também estou farto da comparação de hectares com campos de futebol, é verdade que um campo pode ir até 120 m x 90 m, mas:

medidas oficiais para partidas internacionais: (100 m a 110 m) x (64 m a 75 m), ou seja, no máximo 110x75 = 8.250 m2
estádio da luz: 108x75 = 8.100 m2, isto é tem menos 19% de área que 1 hectare

quinta-feira, maio 04, 2006

A primeira imagem (isto está um bocado pálido)

Um blog local (VISEU)

A confirmar-se esta notícia tenho as seguintes questões:

Qual, ou quais as razões (não li a notícia)? Por motivos económicos? Se sim, a que se devem? Poucos passageiros? Da minha experiência de utilizador aos fins-de-semana retiro que o número de utentes é, habitualmente, bastante significativo, embora existam, de facto, muitas estações “às moscas”. Para o número actual de passageiros o preço dos bilhetes é desadequado? Se sim, deve-se a má gestão, ou a um preço realmente demasiado baixo? E qual o efeito de termos paragens que servem populações pequenas, enquanto zonas mais populosas (Viseu) não estão servidas? Se, na realidade, o preço do bilhete necessário para suportar os custos e tornar a linha sustentável é incomportável pelos bolsos dos que recorrem a este meio de transporte esta medida é para ser levada a cabo em todo o país?

Algumas notas finais: os prejuízos anuais escandalosos da CP e REFER são sobejamente conhecidos, bem como os casos de má gestão, por isso o que aqui está em causa, quanto a mim, é todo o sistema ferroviário do país (segundo sei a linha de Sintra é a única rentável) e numa altura em que se fala de TGV era bom que repensássemos, seriamente, na viabilidade deste meio de transporte em Portugal.

quarta-feira, maio 03, 2006

Amanhã

Amanhã fico triste,
Amanhã,
Hoje não. Hoje fico alegre.
E todos os dias,
Por mais amargos que sejam,
Eu digo:
Amanhã fico triste,
Hoje não.

Autor anónimo. Poema encontrado na parede de um dos dormitórios de crianças do campo de extermínio nazi de Auschwitz.


via Rua da Judiaria